Perdidinho da silva...
Sinto-me com houvessem jogado-me num redemoinho. Sinto-me arrastado por este. Não sei para onde estou sendo levado, por quê, ou para quê.
Conseguir olhar para o que está acontecendo e denominar "Redemoinho", já me traz algum consolo, contudo, a ausência de explicações e sentido, gera dor ou intensifica o peso da dor que sinto.
Suportar a dor com objetivo de crescer na vida,é um propósito que poe algum sentido nisto tudo.
O mais as palavras não dão conta de dizer.
Escrito por Péricles às 23h25
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Via de mão dupla.
Busco sentido para continuar escrevendo num diário eletrônico. Tenho um professor que insiste em dizer que ninguém escreve sem ter o desejo de ser lido. Às vezes concordo e às vezes discordo, ainda que não seja capaz de justificar muito bem o por que.
Para muitas coisas minha auto-estima nunca era muito boa. Tenho melhorado bastante em muitas coisas. Quanto a minha capacidade de refletir sobre a vida e sobre temas, que talvez – e talvez mesmo, sem nenhuma prepotência – possam ser enquadrados nos da Filosofia, penso ser muito boa. Acho que desde o tempo em que era “muito louco” e escrevia codificando tudo, pensando realidades que nem sei se poderia chamar hoje de realidades, trago para eu e para o mundo questões da Filosofia. Daí eu questionar se está competência é mesmo uma competência ou um dom de Deus, apesar de acreditar serem boas minhas reflexões. Isso, porém, fica para um outro momento. A suma aqui é que dou valor ao que escrevo e penso. Gosto do meu modo de enxergar a vida (Se um dia também for um gramático, procurarei motivos lingüísticos para pedir que alterem a grafia da palavra enxergar para “enchergar”. É muito mais elegante.). Pode haver neste meu gostar algum pecado de soberba, mas eu gosto mesmo. Vou fazer o quê?
Está difícil para manter-me no tema, mas eu chego lá. Tenha paciência. Entre os seres e os fatos, prefiro os seres (quase ouso dizer estranhamente), mas onde eles estão que não os encontro nos fatos. O desejo de encontrá-los e não achá-los, provoca-me um turbilhão de emoções oscilantes, que atropelam meu ser, arrastando-me entre as pistas do entusiasmo pelo contato com o humano e a depressão que se levanta das descobertas inesperadas (ou indesejadas)...
Minha maior intriga é não perceberem a via como “via de mão dupla”, e que quando não se caracteriza desta forma, não é, não existe, não se sustenta. Á vida que temos, percebemos no reflexo que resulta do contato com o outro, e se não nos permitimos isto, então o que resta? (Aqui, agora enquanto digito, percebo que fui traído pelo meu inconsciente que não me ajudou a esconder o desejo que tenho de que alguém se abra para eu conhecer. Dá pra perceber?) Talvez esteja experimentando um sentimento que Deus experimenta, muitas vezes, quando tenta se relacionar conosco, humanos. É um teste:
_ Quanto é que são eficazes as atitudes de Deus no que concernem as suas iniciativas durante sua peregrinação por desenvolvimento e crescimento de seus relacionamentos com os homens. Não sei o que Deus diria sobre, mas posso dizer a meu respeito: sinto-me ineficaz. Daquilo qu tenho, a crença nos relacionamentos é uma das coisas em que mais acredito. As pancadas caem nos lombos e sou empurrado a pensar quanto é que isso vale.
Diante do que m causa dor, penso em Deus, e aqui cresce o significado do que Jesus fez por nos no calvário: Deus tem tanto prazer no sacrifício vicário de Cristo, que não vê motivos para desistir de amar.
Se isso foi minha introdução, acho que ficou grande. (rsss) Acontece que este é o ponto. Preciso supor: se algum momento pede que Deus sinta o que o que estou sentindo e o faz pensar na eficácia do amor, acredito que Jesus mostra-se para Deus a mão de retorno da via de mão dupla que caracteriza o amor. A dor da ineficácia faz eu perguntar algumas coisas que suprimirei aqui.
Devemos é uma palavra forte e até rígida, e reconhecendo sua força acredito que devemos esperar de nosso semelhante um retorno para atitudes que temos para com ele, e até pedir humildemente por, quando precisamos, entretanto a motivação para nos estendermos na atitude do amor, sem desistirmos deve resultar tão somente do nosso relacionamento com Cristo.
Mais uma vez, entendo que o elemento que determina nossa qualidade de vida intrapessoal e interpessoal é o nível de relacionamento que travamos com o Pai das luzes.
Escrito por Péricles às 23h11
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